Pesquisa publicada no jornal A Tribuna registra índices melhores em relação ao último levantamento
Reportagem do jornalista Thiago Macedo, publicada na edição de sábado (17) do jornal A Tribuna, mostra que a avaliação do governo Marcia Rosa melhorou entre a população. A pesquisa, realizada pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) mostra que 43,5% dos cubatenses aprovam o Governo Municipal, índice superior aos 35,7% registrados em fevereiro deste ano.
De acordo com o coordenador do levantamento, Alcindo Gonçalves, os números mostram um "fenômeno de recuperação" por parte da Administração, que melhorou sensivelmente sua avaliação perante a população. Dentre os setores mais bem avaliados, destaque para a Saúde e Educação no Município, mas a conclusão da pesquisa é que houve uma melhor aprovação em todas as pastas do Governo.
Na edição de ontem (18) do mesmo jornal, a Prefeita Marcia Rosa comentou os resultados da pesquisa. De acordo com ela, o resultado é excelente. "Os indicativos revelam que aumentou o grau de satisfação. As pessoas estão constatando que a Cidade está mudando". Para a Chefe do Executivo cubatense, "o avião levantou voo e cabe a nós, do Governo, mantermos o rumo do crescimento".
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Jornal A Tribuna - 17/07/2010 - página A-14
Marcia Rosa reage e melhora a avaliação do governo em Cubatão
Reprovação do eleitorado ainda prevalece, mas consulta identifica uma curva de crescimento de aprovação à gestão
THIAGO MACEDO
DA REDAÇÃO
Depois de ver sua aprovação despencar com um ano de governo, a prefeita Marcia Rosa (PT) começa a dar sinais de recuperação e obteve um aumento expressivo, na avaliação positiva de seu governo. Porém, o percentual da população que reprova o resultado de um ano e meio de gestão ainda é alto. A aprovação ao governo petista em Cubatão subiu de 35,7%, na pesquisa realizada em fevereiro deste ano, para 43,5%, no levantamento feito neste mês pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Em contrapartida, a reprovação da chefe do Executivo caiu de 51,9% para 48,1%. O total de pessoas que não sabem avaliar Marcia Rosa também diminuiu. No início do ano, 12,4% dos entrevistados optaram por responder não sei, já nesta última consulta o índice caiu para 8,4%.
Reação - A prefeita recuperou a avaliação geral do governo com relação ao levantamento anterior. A soma das avaliações ótimo e bom atingiu 33,2 pontos percentuais, contra 23,8, em fevereiro. E a rejeição (ruim e péssimo) caiu de 34,1 pontos para 31. E 29,9% avaliaram a gestão como regular. "Se comparada com a pesquisa de um ano de governo ela está em recuperação, nitidamente. Embora ainda haja muito a ser feito. Mas, de qualquer maneira, há uma sensível melhora", analisou o coordenador do IPAT, Alcindo Gonçalves. Pela análise do pesquisador, era muito difícil que Marcia Rosa conseguisse reverter, em um semestre, os 51,9% de reprovação do seu primeiro ano de mandato. "Seria muito improvável que ela conseguisse, em seis meses, se recuperar totalmente. Mas os números mostram um fenômeno de recuperação. Uma melhora geral da avaliação dela", interpreta Alcindo. Na primeira análise, após nove meses de governo, Marcia cravou 61,5% de aprovação, mas despencou no segundo levantamento (de um ano de mandato), quando amargou a forte queda de aprovação. Na ocasião da primeira pesquisa, o coordenador analisa que o eleitor ainda estava em lua de mel com a nova chefe do Executivo, que chegou como uma espécie de salvadora da pátria, após a saída de um governo que tinha alto índice de rejeição. Alcindo explicou também que o percentual dos entrevistados que responderam regular (29,9%) pode ser dividido quase que igualmente entre os que aprovam e reprovam o governo. "Os políticos costumam avaliar o "regular" como aprovação, mas se você dividir e somar com o ótimo e bom e ruim e péssimo vai chegar a um percentual próximo da aprovação e reprovação".
Pior entre pobres e ricos - A avaliação positiva (ótimo e bom) da gestão Marcia Rosa é sensivelmente melhor entre as mulheres. 35,1 pontos percentuais das pesquisadas avaliaram positivamente o governo, contra 31,2 dos homens. Já se for divida por renda, a reprovação da prefeita é maior entre os que ganham até R$ 500,00 ao mês (56,2%) e os que possuem renda acima dos R$ 4 mil (75%). Divido por escolaridade, Marcia é mais reprovada pelos que têm o Ensino Médio incompleto (54,4%) e tem aprovação maior dos entrevistados analfabetos(61,1%) e com Ensino Superior completo (52%). Esse último resultado com os entrevistado com nível universitário mostra uma mudança de postura dessa camada da população. Na última pesquisa, 68,4% dos que completaram o nível superior reprovaram a prefeita.
No azul - Se continuar nesse ritmo de recuperação, estima Alcindo Gonçalves, a avaliação positiva do governo pode superar a negativa nos próximos meses. "Houve aumento do ótimo e bom e diminuição do ruim e péssimo. Se ela mantiver esse ritmo, é provável que na próxima pesquisa ela já entre no azul (mais aprovação do que reprovação). Só que isso vai depender que a curva (de subida da avaliação positiva) se mantenha no mesmo ritmo".
Saúde puxa a recuperação - A retomada da popularidade da prefeita Marcia Rosa (PT) é puxada por melhores avaliações nos setores de Saúde, Educação, a diminuição da percepção negativa no setor de Obras e a queda considerável dos que responderam que o melhor de seu governo era nada. No geral, constatou o levantamento do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), houve melhora em todos os serviços municipais. Na pesquisa anterior, 9,7% dos entrevistados responderam que o melhor do governo era a Saúde. Esse número subiu para 15,2%, sendo o mais bem avaliado dos itens. Contudo, o mesmo setor também figura como o pior, mas com uma queda de 3% se comparado com a pesquisa anterior (de 23% para 20,6%). Já o número dos que acreditam que não há nada de bom na Administração Marcia despencou de 39% para 24,7 nesse último levantamento. "Esse fenômeno (Saúde como o melhor e o pior do governo) ocorre desde a gestão do Clermont Castor. E Cubatão sempre tem uma avaliação da Saúde superior que as outras cidades. É sinal que a população percebe uma certa organização no setor, mas que ainda falta alguma coisa", analisa o coordenador do IPAT, Alcindo Gonçalves. A avaliação sobre a limpeza da Cidade também obteve melhora. A soma de ótimo e bom passou de 40,2 pontos percentuais para 44,9. Na Educação a avaliação positiva passou de 39,8%, em fevereiro, para 49,6%.
Os mais jovens - Entre os adolescentes (de 16 e 17 anos), as áreas apontadas como as piores do governo são: Projetos Sociais (18,2%); Transporte Coletivo (18,2%), Esporte e Lazer (9,1%) e Geração de Emprego e Renda (9,1%). Os mais velhos (60 a 69 anos) apontam a Saúde (16,5%); Obras (10,1%) e também a Geração de Emprego (10,1%). "É natural que os mais velhos critiquem mais a Saúde. Isso tem uma certa lógica porque quem usa mais o sistema de Saúde é a população mais velha eela tende a ser mais exigente e crítica. O jovem usa menos, mas isso não torna eles menos crítico".
Câmara dá sinal de melhora - Seguindo a reação da prefeita Marcia Rosa, a avaliação do público sobre a atuação dos vereadores na Câmara Municipal também melhorou. A atuação dos parlamentares foi considerada ótima e boa por 17,8 pontos percentuais, contra 10,5 da última pesquisa. Da mesma forma, a rejeição caiu de (soma de ruim e péssimo) 36,7 pontos percentuais para 32. Apesar disso, a imagem negativa do Legislativo continua para a população. 32% dos entrevistados responderam que a atuação dos vereadores é ruim ou péssima. Outro ponto que chama a atenção é a continuidade do alto número de pessoas que não sabe opinar sobre a atuação dos parlamentares. No levantamento anterior, 25,7% dos cubatenses disseram que não sabiam avaliar o trabalho dos vereadores. Desta vez o percentual ficou em 22,3%. "O não sei na avaliação da Câmara é terrível. Isso também aconteceu nas pesquisas das outras cidades. A Câmara de Vereadores está tão longe da população que a população nem sabe avaliá-la", interpretou Alcindo Gonçalves, coordenador do IPAT.

