A vacina contra o vírus A (H1N1), que causa a gripe suína, deve começar a ser produzida no Brasil em outubro. Segundo Isaías Raw, presidente da Fundação Butantan, a cepa, distribuída pela Organização Mundial de Saúde (OMS), deve chegar ao País dentro de 15 dias. Raw não descarta a possibilidade de, até a produção da vacina, o vírus passar por mutações.
“A cepa é o vírus vivo, que foi modificado de forma que ele não é agressivo. Ele está vivo, se reproduz, mas quando injetado em uma pessoa, ele produz anticorpos e protege a pessoa. A cepa vacinal é produzida a partir de um vírus normal que é atenuado”, explica o pesquisador. Com a chegada da cepa, a vacina deve começar a ser produzida em pequena quantidade para ser testada em voluntários.
“Nossa fábrica está pronta e o Instituto Butantan tem competência para fazer a vacina, porque já fizemos a vacina contra a gripe aviária. Precisamos apenas encontrar voluntários para receber essa vacina, que não tem perigo nenhum”.
A partir de outubro, o País terá condições de produzir, segundo Raw, até 1 milhão de doses da vacina por mês, mas o objetivo não é vacinar toda a população do país. “Se essa gripe continuar sendo menos agressiva que a gripe comum, que matou 750 mil pessoas em 2008, vamos vacinar só quem teve contato com quem teve a infecção. Se a gripe, de repente, passar a ser letal como é o caso gripe aviária, vamos tomar providências”.
O especialista explica que o vírus da gripe costuma mudar continuadamente, o que poderia ocasionar um surto da doença no inverno de 2010. “A gripe começa a ser um surto sempre no inverno. Neste ano, já começou a estação e ainda não aconteceu nada”.
O Ministério da Saúde afirmou que acompanha as pesquisas realizadas dentro e fora do país que podem levar ao desenvolvimento de insumos para tratamento e prevenção da nova gripe, mas diz que ainda não há previsão para que a vacina chegue à população.
As informações são do G1.
Gripe suína aumenta a espera em hospital de São Paulo
Agência Estado
O aumento dos casos confirmados de gripe suína já é sentido no principal hospital de referência para o tratamento e diagnóstico da doença em São Paulo. A espera por atendimento no pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas chegou a levar mais de duas horas durante toda a quinta-feira.
O movimento cresceu nos últimos dias. “Em relação à semana passada posso dizer que aumentou mais de 300%”, afirmou um médico ao jornal O Estado de S. Paulo.
No início da noite, na porta do hospital, cerca de 50 pacientes - muitos com máscaras cirúrgicas - aguardavam para ser atendidos. O perfil dos que procuram o hospital mudou. São pessoas que viajaram para o exterior - principalmente para a Argentina - ou que tiveram contato direto com pessoas contaminadas.
“Normalmente não procurariam o Emílio Ribas”, diz o médico. A Secretaria Estadual da Saúde afirmou que houve aumento de demanda no hospital, mas que ninguém deixará de ser atendido. São Paulo tem 142 casos confirmados. A região centro-oeste tem a maior concentração proporcional: 3,42 infectados por 100 mil habitantes.
De A Tribuna On-line
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