O superintendente de gestão do Programa Onda Limpa, da Sabesp,na Baixada Santista, José Luiz Salvadore Lorenzi, assegura que o aterro depositado em três terrenos do Jardim Casqueiro e do Parque São Luiz, em Cubatão, não causa risco à saúde humana. O despejo do material nessas áreas, particulares e de preservação ambiental, fez a prefeita Marcia Rosa (PT) embargar os serviços na segunda-feira, conforme foi noticiado por A Tribuna.
"Temos um parecer da Cetesb comprovando que se trata de solo inerte. Por isso, pode ser disposto em qualquer tipo de aterro. O material vem de terreno da região, (retirado) para a abertura das valas onde a tubulação será assentada", afirma Lorenzi, sobre o produto removido do solo e a afixação de tubos para expansão do sistema de saneamento no Município.
Segundo o superintendente, a análise da Cetesb data do ano passado e foi providenciada porque a Administração Munipal anterior também havia determinado a interrupção das obras, pelo mesmo motivo: o depósito de aterro no Jardim Casqueiro.
NOVO EXAME
"Mas, na condição de empresa de saneamento ambiental, a Sabesp jamais deixará de atender às normas. Vamos fazer nova análise do material retirado, que ficará pronta em torno de uma semana a dez dias, e a encaminharemos à Cetesb e à Prefeitura", disse José Luiz Lorenzi, que pretende marcar uma "reunião de esclarecimento" sobre o assunto com o Governo Municipal.
Sobre o mau cheiro do aterro, denunciado pelos moradores, o gestor alega que os locais de depósito são mangue. Explica que o solo é recoberto por turfa (camada de plantas em decomposição), que, quando revolvida, emite odor desagradável
DA REDAÇÃO de A Tribuna - por: RAFAEL MOTTA
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