Saiu na Imprensa : Campo e construção contratam mais e País cria 131 mil empregos
em 23/06/2009 07:00:00 (127 leituras)

Evolução do emprego em 2009 na Baixada Santista

Jorge Manuel de Souza Ferreira COORDENADOR DE PESQUISAS DO NESE/UNISANTA

Pelo quarto mês consecutivo de alta, o mercado de trabalho brasileiro criou 131.557 novas vagas com carteira assinada em maio, apontam dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O número, que representa um crescimento de 0,41% sobre abril, segundo o Cadastro Geral de Emprego (Caged), foi alavancado principalmente pelo crescimento do emprego na agricultura e na construção civil. Na Baixada Santista, no entanto, a geração de empregos formais permaneceu estável no mês passado.


De acordo com o levantamento, a região perdeu 53 postos de trabalho, o que representa uma queda de 0,02% na comparação com abril. Ao todo, foram 9.400 demissões, contra 9.347 admissões.

"A região está acompanhando a estabilidade da economia. Esse resultado indica um pequeno ajuste do mercado", avalia o coordenador de pesquisas do Núcleode Estudos Socioeconômicos (Nese) da Universidade Santa Cecília, Jorge Manuel de Souza Ferreira.

"Com medo da crise, muitas empresas cortaram pessoal (alguns meses atrás) e, agora, como houve um conhecimento melhor da realidade, voltaram a contratar", explica o economista.

NÚMEROS REGIONAIS

No litoral, o setor de serviços foi o que mais abriu vagas no período (248), seguido pelo comércio (123). A indústria de transformação, por outro lado, foi o segmento que mais cortou empregos formais (-380).

"(A indústria) é o setor mais afetado pela crise. Houve uma queda de demanda muito grande no Brasil e no restante do mundo. E nós estamos dentro desse contexto de crise. A economia mundial é determinantee acaba refletindo aqui", completa Ferreira Ao contrário do que aconteceu no restante do País, onde se destacou pelas contratações, a construção civil na região teve baixa de 66 vagas em maio.

No total, Peruíbe foi a cidade que mais abriu vagas. Foram 38 novos empregos formais, um crescimento de 0,74% sobre abril. Em segundo lugar aparece Mongaguá (0,18%), seguida por Santos (0,14%) e Itanhaém (0,11%).

Cubatão, por sua vez, registrou o saldo mais negativo, com 219 vagas a menos em maio (-0,59%), seguida por Bertioga, que perdeu 32 postos de trabalho (-0,44%).

BRASIL

Segundoo levantamentodo Caged, pela primeira vez no ano todos os setores da economia e regiões do País apresentaram alta de emprego. "Estamos olhando a crise pelo retrovisor", afirmou ontem o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante entrevista coletiva realizada em Brasília.

"Espero uma grande virada para o segundo semestre, liderada por uma recuperação da indústria da transformação e da construção civil", disse o ministro.

De acordo com a pasta federal, a agricultura foi responsável pela criação de 52.927 empregos formais em maio. Em seguida, vieram os setores de serviços (44.029 novos postos) e da construção civil (17.407).

Já o desempenho negativo da metalurgia e da mecânica prejudicaram o resultado da indústria de transformação, que criou apenas 700 postos de trabalho em todo o País. No total, o mês de maio registrou 1.348.575 admissões e 1.217.018 desligamentos.

Com esse resultado, o número de vagas formais criadas no ano até maio soma 180.011. De janeiro a maio de 2008, os empregos criados totalizavam 1,051 milhão.

Maio/2009

Cidade Admitidos Desligados Saldo Variação (%)

Santos 4.221 4.026 195 0,14
São Vicente 1.104 1.097 7 0,02
Guarujá 950 1.006 -56 -0,13
Bertioga 215 247 -32 -0,44
Cubatão 1.461 1.680 -219 -0,59
Praia Grande 816 816 0 0,00
Mongaguá 111 106 5 0,18
Itanhaém 235 226 9 0,11
Peruíbe 234 196 38 0,74

Economia

Evolução do emprego na região


CAGED. Geração de postos no Brasil cresce há quatro meses; Cubatão fechou 219 vagas em maio e impediu recuperação regional

Campo e construção contratam mais e País cria 131 mil empregos

"Com medo da crise, muitas empresas cortaram pessoal e, agora, como houve um conhecimento melhor da realidade, voltaram a contratar"

Pela primeira vez no ano todos os setores da economia e regiões do País apresentaram alta de emprego. Em maio, a agricultura foi responsável pela criação de 52.927 empregos formais. Em seguida, vieram serviços (44.029 novos postos) e construção civil (17.407).

O desempenho negativo da metalurgia e da mecânica prejudicaram a indústria de transformação, que criou apenas 700 postos de trabalho em todo o País. No total, maio registrou 1.348.575 admissões e 1.217.018 desligamentos.

DA REDAÇÃO de A Tribuna - por: LÍDIA NARDI

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