
Cubatão é uma das poucas cidades da região a participar do Projeto “Viagem Literária”. Dia 15 haverá bate-papo com a escritora Adélia Prado
Autores consagrados vão, literalmente, viajar pelo estado de São Paulo, inclusive por Cubatão! É o projeto Viagem Literária, uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura e as bibliotecas públicas de 55 cidades do interior e litoral. Em Cubatão, a programação acontece dia 15 de junho, às 15 horas.
Quem participa de um bate-papo na Biblioteca Central de Cubatão é Adélia Prado, grande nome da poesia contemporânea. A escritora falará sobre sua produção, um pouco da carreira, e responderá a perguntas do público. Será uma conversa apaixonante, principalmente para quem gosta de poesia, já que a autora tem 14 livros publicados (prosa e poesia), muitos deles traduzidos para inglês e espanhol.
O objetivo do “Viagem Literária” é levar esses escritores bastante conhecidos até o público para que, juntos, possam “viajar” pelo mundo da Literatura. E como a programação acontece nas bibliotecas públicas, acaba incentivando a visita da população a esses locais. Além de bate-papo com escritores, estão previstas dezenas de atividades até o fim do ano, como contação de histórias e oficina de criação literária.
A escritora - Adélia Luzia Prado Freitas nasceu em Divinópolis (MG). Apresentada a um editor por Carlos Drummond de Andrade – que avaliou seus versos como "fenomenais" – teve seu primeiro livro, Bagagem, publicado em 1976. Em 1978 lançou O coração disparado, conquistando o Prêmio Jabuti, o principal prêmio literário do país. Escreveu seis livros de poesia, entre eles Faca no Peito, em 1988, e Oráculos de maio, em 1999. Além disso, lançou seis obras em prosa, como Solte os cachorros, em 1979; Cacos para um vitral, em 1989 e Filandras, lançado em 2001 pela editora Record.
Adélia costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos.
Dona de uma poesia perene e de idéias contundentes, ao mesmo tempo, Adélia Prado já criticou a maneira como muitos lutam para ocupar uma vaga na Academia: “Quando eu vejo as pessoas se comendo umas às outras para ocupar a vaga do morto, eu acho aquilo uma tristeza, um sarcófago”, disse em entrevista. Para ela, imortal é a obra, não o autor. “Só por analogia que se chama alguém de imortal, mas isso é uma bobagem”.
Fonte: Informa Cubatão