Saiu na Imprensa : Cubatão está unida na limpeza do Mangue, foram quase 3t.
em 08/06/2009 09:20:00 (164 leituras)

Mutirão envolveu cerca de 150 moradores da Vila Esperança, Ilhabela e Sítio Novo.

Trabalho é de conscientização

Moradores da região da Vila Esperança, Ilha bela e Sítio Novo, em Cubatão, participaram ontem de ação comunitária, em comemoração do Dia da Conscientização Ambiental. Cerca de 150 pessoas formaram grupos voluntários ­ com apoio da Prefeitura e de empresas contratadas pela Usiminas ­ que ajudaram a remover cerca de sete toneladas de lixo do mangue do Rio Paranhos (até as 12 horas a estimativa é de que tinham recolhido três toneladas).

Limpeza do Mangue em CubatãoO material foi transportado depois para o aterro sanitário do Sítio das Neves. Idealizador da instalação da cerca que protege o mangue ­ que tem 12 quilômetros e contribuiu para evitar o crescimento da favela sobre o manguezal ­ o líder comunitário Sebastião Ribeiro do Nascimento, o Zumbi, acreditava que, ao final do dia, seria recolhido um volume de lixo menor que do mutirão anterior. Isso é resultado das campanhas de conscientização. O material lançado no mangue é,na sua maioria, constituído por garrafas pet, restos de móveis e madeira. A expectativa era baseada no sucesso da campanha de conscientização entre os moradores. A equipe, que tinha entre os coordenadores vários jovens liderados por Vandyr Batista, removeu parcialmente parte das telas da cerca (posteriormente repostas) para limpar o mangue. Para isso foram usados cinco barcos pertencentes a moradores do bairro, que tem 18 mil habitantes. Zumbi preside a organização não governamental (ONG) Associação de Educação Ambiental Cubatão de Bem com o Mangue, criada há 5 anos, embora exista formalmente desde 2001 quando ­ com apoio do Ministério Público e da Cetesb, a partir de uma ideia do juiz Roberto Veloso Negreiros, e ajuda da Petrobras e da Fosfertil ­ foi implantada a cerca.

TERCEIRO MUTIRÃO

Este foi o terceiro mutirão realizado no mangue do Rio Paranhos, que corre paralelamente à Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, separado da estrada pelo núcleo habitacional que congrega moradores das vilas Esperança, Caíque, Sitio Novo, Ilhabela e Morro do Índio. O mangue está degradado desde a década de 1980, quando cresceram as invasões. Embora disponha de rede de água da Sabesp, a área não possui esgotos o que agrava a contaminação do rio. "No primeiro mutirão de limpeza e despertar de consciência ambiental, em 2.000, foram recolhidas 78 toneladas de lixo. Três anos depois, o lixo acumulado caiu para oito toneladas", comparou Zumbi. Graças à cerca e às campanhas de conscientização da população, o volume de lixo tem diminuído. Durante a atividade de ontem - que contou com a participação de líderes de outros bairros, como o Chico da Adega - estudantes do Educafro distribuíram folhetos educativos. Zumbi pretende realizar mais três mutirões de limpeza do manguezal, ainda neste ano. O próximo ocorrerá dia 25 de julho, na região conhecida como Ponto Final. Os demais, ainda sem data definida, beneficiarão os moradores da Vila Caíque. Os secretários municipais de Saúde, Vandejacson Bezerra; de Assistência Social, Erenita Barbosa; e de Administração, Haroldo Oliveira Souza Filho, ajudaram no mutirão e aproveitaram para desenvolver campanhas contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue e de orientação social.

A cada ano diminui o volume de detritos recolhidos do manguezal

Das 14 às 20 horas, no palco montado no Sitio Novo, houve apresentações de artistas, desfile de moda para crianças e show da Banda Sinfônica de Cubatão.

DA REDAÇÃO de A Tribuna - por: MANUEL ALVES FERNANDES

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